Professores de Todo o Mundo, Uni-vos!

Nunca antes na história de país vimos tamanha degradação em nossa profissão. Professores mal formados, pouco dispostos a trabalhar ou a fazer um bom trabalho ou a contribuir para mudar as coisas.

Pára.

O estado de miséria do professor é tamanho hoje que qualquer crítica desse nível deve ficar, infelizmente, em segundo plano.

Pois sim, criticas a nosso trabalho e a nossa formação devem ser feitas. Nossas escolas precisam mudar e não sei se os professores estão preparados para isso. Talvez estejamos presos a um certa inércia.

Mas nada disso interessa. Fomos jogados ao lixo da historia, a escoria da sociedade.

E não foi por que  jogaram cachorros sobre nós (sim, querido professor, eles, no Paraná, somos nos, seja você do Ensino Fundamental, médio, Infantil ou Superior; técnico, graduado, mestre ou doutor; da escola publica ou particular). Mas por que fomos usurpados de qualquer papel reflexivo sobre a educação. Não participamos de nada que diga respeito a mudar a escola. Alem disso, fomos jogados a vala da miséria econômica, com salários de fome, mas também a salas de aula lotadas, a escolas sucateadas e sem segurança, sem material básico para trabalhar.

Não, a questão da violência não e por conta da punição. O problema não pode ser falta de policiamento, mas a pouca capacidade emocional, intelectual e técnica que vivemos hoje de compreender coletivamente a escola de hoje. Se quiser conhecer a escola, eu que busque a academia, que faca um mestrado ou doutorado que vá para estantes de universidades.

Fomos relegados ao que há de pior da divisão social do trabalho: simples montadores de pecas, em que no máximo usamos manuais de instrução. Contudo, nossos produtos, os alunos, não querem ser montados – ainda bem.

Para nos sobra a miséria moral, econômica e a frustração de não sermos nada, não querermos ser nada. Talvez sonhar. Mas quando, com jornada longa e levando trabalho pra casa?

E não diga que escolhemos: eu escolhi e me dei bem, gosto do que faço e tenho boas condições de trabalho. Agora eu pergunto: em nossos sonhos relacionados à profissão, nele incluímos seus problemas?

Essa sociedade, parte dela, cala-se frente aos professores e aos comentaristas e revistas que não mencionam o grave ocorrido. Mas bate panela durante programa do PT na TV. Sério? Que tal batermos palmas a todos os professores em greve, ao invés de lhes darmos somente a indiferença?

Destruindo os destrutivistas

Em recente artigo (?) no semanário informativo (?) Veja, o economista Cláudio Correa e Castro escreveu (?) um artigo intitulado “Construtivismo e Destrutivismo”. O artigo (?) é muito fraco, em todos os sentidos: do texto ruim à falta de conhecimento acerca da matéria tratada. O autor procura desconstruir o construtivismo a partir de quatro pontos. Vejamos:

Minha missão é árdua: quero desvencilhar o construtivismo dos seus discípulos mais exaltados, culpados de transformar uma ideia interessante em seita fundamentalista. O construtivismo busca explicar como as pessoas aprendem.

Piaget nunca falou em construtivismo. A Epistemologia Genética, ou seja, a forma como Piaget chamou os mecanismos responsáveis pela formação da inteligência, não constitui, em si, um conjunto de práticas de ensino (ou metodologia, se preferir). O senhor Castro, portanto, já começou o artigo errando: o construtivismo é uma aproximação da Didática à teoria de Piaget, ou seja, à Epistemologia Genética.

O primeiro engano é pensar que teria o monopólio da verdade – aliás, qual das versões do construtivismo? As hipóteses de Piaget e Vigotsky coexistem com o pensamento criativo de muitos outros educadores e psicólogos. Dividir o mundo entre os iluminados e os infiéis jamais é uma boa ideia.

Mais uma vez o economista (?) Castro se equivovocou. Vigotsky não está relacionado ao construtivismo. Chamamos a aproximação da Didática à Teoria de formação da inteligência de Vigotsky de Sócio Interacionismo. A semelhança se dá na posição do educador que, sai do púlpito de transmissor de conhecimentos para uma posição de mediador desse processo. Além disso, o Castro demonstra que tem semelhanças com o ditador que tanto a revistinha que o emprega critica: o Construtivismo é uma metodologia de ensino : quem o defende acredita realmente ser a melhor forma de garantir a realização do processo educativo. Como outros defensores de outros métodos os defende com unhas e dentes. Simples. Por isso existem Congressos e encontros  de profissionais e pensadores acerca da Educação. São nesses espaços que as teorias são criticadas, aprofundadas e superadas, como aliás aconteceu também com o construtivismo piagetiano. Quem não entende de democracia, realmente não compreende isso, e eu entendo sua posição.

O segundo erro é achar que todo o aprendizado requer os andaimes mentais descritos pelo construtivismo. Sem maiores elaborações intelectuais, aprendemos ortografia, tabuadas e o significado de palavras.

Vá ler Piaget e procure entender a Epistemologia Genética. Jogue o Içami Tiba ou o Gabriel Chalita fora.

O construtivismo não escapa dessa sina. Ou passa no teste empírico ou vai para o cemitério da ciência – de resto, lotado de teorias lindas.

Sim, agora vamos conversar sobre ciência. Em ciências humanas, onde estão incluídas a Psicologia e a Pedagogia, essa já foi uma discussão superada. Voltamos ao método. Toda explicação que o senhor deu para justificar esse trecho (peguei apenas um pedaço, é claro) está correta, mas se levarmos em conta apenas um método: o empirismo lógico ou positivismo. Os leitores de Veja gostam curtem esse tipo de explicação, que usa as lógicas das ciências biológicas na compreensão do homem. Portanto, não discuto. O senhor escolheu um método. Ok, é um problema seu. Mas está fazendo o que criticou: impondo aos demais uma visão de mundo. Claro que é uma visão de classe social, evidente. No mais, existem uma série de pesquisas que comprovam que as idéias de Piaget são realmente válidas e eficazes. Recomendo os trabalhos dos professores Lino de Macedo e Yves de La Taille, do IP/USP.

O quarto erro, de graves consequências, é supor que, como cada um aprende do seu jeito, os materiais de ensino precisam se moldar infinitamente, segundo cada aluno e o seu mundinho. Portanto, o professor deve criar seus materiais, sendo rejeitados os livros e manuais padronizados e que explicam, passo a passo, o que aluno deve fazer.

Sei que o senhor tem dificuldades e não alcança. Mas vamos lá: essa concepção coloca os professores no limbo da intelectualidade, onde, o professor é reprodutor e não produtor de conhecimento. Apenas meia dúzia de escolhidos se tornam pesquisadores, nos programas de pós-graduação stricto sensu. Padronização de conteúdos, definido pelos profissionais da área, ok. Mas chegar à conclusão que o professor não pode elaborar seu material é sinal dessa idéia de professor incapaz.

Recomendo então ao senhor: vá às fontes. Leia. Se informe. Esqueça essa gente: Chalita, Dimenstein, Paulo Renato (seu colega, na economia e na direita), a Nova Escola. Leia, pelo menos, a Formação Social da Mente, de Piaget. Como bom estruturalista e educador, ele é bem didático.

Mais uma vez… o Aprendiz da Folha de São Paulo Mente…

Serra pode ser acusado de não saber dialogar com os professores.
Mas o ponto mais inovador e polêmico de sua gestão foram medidas como pagamento de bônus por desempenho e a concessão de aumentos maiores condicionados a provas, além de submeter os docentes a exames para medir seu conhecimento.
Na semana passada, mais de 40 mil professores, por causa do exame, tiveram aumento de 25%. No final, pode-se ganhar mais de R$ 6 mil. (4/4/2010)

MENTIRA….

QUEM QUISER SABER MAIS SOBRE OS MAIS DE 3 MILHÕES RECEBIDOS PELO APRENDIZ DIMENSTEIN, CLIQUE AQUI

Gilberto Dimenstein, o Aprendiz que levou mais de 3 milhões de dólares do nosso dinheiro, através do Governo de São Paulo está mentindo. Indecorosamente.

Safado. No final do que pode-se ganhar R$ 6 mil? O professor receberá R$ 6 mil por mês. Você é safado Dimenstein. Você está omitindo informações para beneficiar seu candidato.

MENTIROSO.

MAIS UMA VEZ PEGAMOS VOCÊ: