Bom texto no Carta Maior

A PAUTA DO DESESPERO
Vendas de caminhões crescem 90% até maio; projeções do BNDES para  investimentos já ultrapassam previsões pré-crise; vendas de cimento crescem 18% no ano; 9 fábricas cimento estão sendo construídas pela Votorantim para atender as obras do PAC e do setor habitacional; 39 shoppings centers estão em construção no país; 93% das categorias pesquisadas pelo Dieese tiveram aumento real de salário no ano passado… É sob esse arcabouço que deve ser analisada a desesperada tentativa da Folha de SP de dar vida a um natimorto enredo de arapongas & dossiês para atingir a candidatura Dilma Rousseff.  A Folha, como se sabe,  é aquele veículo que falsificou uma ficha policial contra a então ministra Dilma Rousseff em manipulação rudimentar de cola & xerox  atestada por peritos da Unicamp. A pauta de dossiês & arapongas inclui-se nessa receita de remendos grosseiros adotada por uma redação que já não pode cobrir fatos políticos relevantes sem cometer um harakiri editorial.  Silenciam os jornalistas da família Frias diante da acelerada voçoroca  que corrói o chão da candidatura Serra, minada por disputas terminais para escolha do vice, que DEMOS reivindicam como condição para se manter na aliança, bem como diante da sangria desatada em Minas, o 2º colégio eleitoral do país, onde florescem diferentes modalidades de voto anti-serra (Dilmasia; Pimentésio…) , sem esquecer o derretimento do demotucano no 3º colégio eleitoral,o Rio, onde o namoro de Serra com o PV virou novela de traições & rupturas.  O desespero da Folha é o mesmo que inspirou o script constrangedor da propaganda eleitoral antecipada do PSDB, no horário gratuito na última 5º feira. Aspas para um trecho síntese da narrativa ‘popular adotada pelo programa: ‘…Zé Serra é um sujeito simples, de bem com a vida, de bem com seu povo…’ Em seguida, numa cena de rua, o próprio Serra confirma: “Como tudo com pão’.

…ISSO NÃO É POPULISMO… É “SINCERIDADE”…PURA…
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Ameaça de Bomba no Copan?

Estava passando pelo Copan e vi diversos carros de bombeiro e um carro do esquadrão anti-Bombas.

não vou até apurar agora, mas nenhum dos jornalões noticiou até agora.

É aguardar.

Segregação declarada: a Direita mostra sua cara, sem dó!

Saiu no Estado de São Paulo:

Cidade Jardim vai instalar detector de metais e fazer triagem de veículos

Medidas foram adotadas após dois assaltos em menos de um mês e, segundo associação de shoppings, são inéditas no Brasil

11 de junho de 2010 | 0h 00
Damaris Giuliana, Marcelo Godoy e Vitor Hugo Brandalise – O Estado de S.Paulo

Após sofrer dois assaltos em menos de um mês, o Shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, anunciou ontem novas medidas de segurança. Entre elas, abordagem e triagem de veículos “para entrada e circulação no complexo” e instalação de detectores de metal “em alguns acessos”. É a primeira vez que um shopping brasileiro adota medidas desse tipo.

O Cidade Jardim não forneceu detalhes a respeito da forma de abordagem ou de quais pessoas terão de passar pela detecção de metais. Por meio de sua Assessoria de Imprensa, informou que a abordagem será realizada “de modo geral, sem discriminar público”, sejam clientes, funcionários ou fornecedores.

O Estado apurou ontem que o plano de segurança prevê detectores de metais do tipo raquete. Eles seriam usados apenas na entrada da porta 8, na lateral do shopping, das 6 horas às 10 horas. É por essa porta que passarão a entrar funcionários, fornecedores e clientes da academia de ginástica do shopping.

Leia o restante da matéria aqui

Destruindo os destrutivistas

Em recente artigo (?) no semanário informativo (?) Veja, o economista Cláudio Correa e Castro escreveu (?) um artigo intitulado “Construtivismo e Destrutivismo”. O artigo (?) é muito fraco, em todos os sentidos: do texto ruim à falta de conhecimento acerca da matéria tratada. O autor procura desconstruir o construtivismo a partir de quatro pontos. Vejamos:

Minha missão é árdua: quero desvencilhar o construtivismo dos seus discípulos mais exaltados, culpados de transformar uma ideia interessante em seita fundamentalista. O construtivismo busca explicar como as pessoas aprendem.

Piaget nunca falou em construtivismo. A Epistemologia Genética, ou seja, a forma como Piaget chamou os mecanismos responsáveis pela formação da inteligência, não constitui, em si, um conjunto de práticas de ensino (ou metodologia, se preferir). O senhor Castro, portanto, já começou o artigo errando: o construtivismo é uma aproximação da Didática à teoria de Piaget, ou seja, à Epistemologia Genética.

O primeiro engano é pensar que teria o monopólio da verdade – aliás, qual das versões do construtivismo? As hipóteses de Piaget e Vigotsky coexistem com o pensamento criativo de muitos outros educadores e psicólogos. Dividir o mundo entre os iluminados e os infiéis jamais é uma boa ideia.

Mais uma vez o economista (?) Castro se equivovocou. Vigotsky não está relacionado ao construtivismo. Chamamos a aproximação da Didática à Teoria de formação da inteligência de Vigotsky de Sócio Interacionismo. A semelhança se dá na posição do educador que, sai do púlpito de transmissor de conhecimentos para uma posição de mediador desse processo. Além disso, o Castro demonstra que tem semelhanças com o ditador que tanto a revistinha que o emprega critica: o Construtivismo é uma metodologia de ensino : quem o defende acredita realmente ser a melhor forma de garantir a realização do processo educativo. Como outros defensores de outros métodos os defende com unhas e dentes. Simples. Por isso existem Congressos e encontros  de profissionais e pensadores acerca da Educação. São nesses espaços que as teorias são criticadas, aprofundadas e superadas, como aliás aconteceu também com o construtivismo piagetiano. Quem não entende de democracia, realmente não compreende isso, e eu entendo sua posição.

O segundo erro é achar que todo o aprendizado requer os andaimes mentais descritos pelo construtivismo. Sem maiores elaborações intelectuais, aprendemos ortografia, tabuadas e o significado de palavras.

Vá ler Piaget e procure entender a Epistemologia Genética. Jogue o Içami Tiba ou o Gabriel Chalita fora.

O construtivismo não escapa dessa sina. Ou passa no teste empírico ou vai para o cemitério da ciência – de resto, lotado de teorias lindas.

Sim, agora vamos conversar sobre ciência. Em ciências humanas, onde estão incluídas a Psicologia e a Pedagogia, essa já foi uma discussão superada. Voltamos ao método. Toda explicação que o senhor deu para justificar esse trecho (peguei apenas um pedaço, é claro) está correta, mas se levarmos em conta apenas um método: o empirismo lógico ou positivismo. Os leitores de Veja gostam curtem esse tipo de explicação, que usa as lógicas das ciências biológicas na compreensão do homem. Portanto, não discuto. O senhor escolheu um método. Ok, é um problema seu. Mas está fazendo o que criticou: impondo aos demais uma visão de mundo. Claro que é uma visão de classe social, evidente. No mais, existem uma série de pesquisas que comprovam que as idéias de Piaget são realmente válidas e eficazes. Recomendo os trabalhos dos professores Lino de Macedo e Yves de La Taille, do IP/USP.

O quarto erro, de graves consequências, é supor que, como cada um aprende do seu jeito, os materiais de ensino precisam se moldar infinitamente, segundo cada aluno e o seu mundinho. Portanto, o professor deve criar seus materiais, sendo rejeitados os livros e manuais padronizados e que explicam, passo a passo, o que aluno deve fazer.

Sei que o senhor tem dificuldades e não alcança. Mas vamos lá: essa concepção coloca os professores no limbo da intelectualidade, onde, o professor é reprodutor e não produtor de conhecimento. Apenas meia dúzia de escolhidos se tornam pesquisadores, nos programas de pós-graduação stricto sensu. Padronização de conteúdos, definido pelos profissionais da área, ok. Mas chegar à conclusão que o professor não pode elaborar seu material é sinal dessa idéia de professor incapaz.

Recomendo então ao senhor: vá às fontes. Leia. Se informe. Esqueça essa gente: Chalita, Dimenstein, Paulo Renato (seu colega, na economia e na direita), a Nova Escola. Leia, pelo menos, a Formação Social da Mente, de Piaget. Como bom estruturalista e educador, ele é bem didático.