Um momento interessante no Brasil de hoje.

A direita está dando as caras.

Acho um momento verdadeiramente profícuo, valoroso mesmo, no Brasil de hoje.

Sim, pois o conservadorismo tem dados as caras, com nome e sobrenome. Não tem problema. Quem é de direita não pode ter vergonha. Tem que falar e assumir posições, insisto, com nome e sobrenome.

Mas, como sempre, essa frente está na população. A mídia, salvo raras exceções, dos dois lados, não sai do armário. E ainda vem com um discursinho de que direita e esquerda não existe, que é uma divisão anacrônica, etc. Fizeram isso com Marx também, e, uma hora ou outra, todos retornaremos a ele (embora muitas teorias da moda foram criadas a partir dele, muitas vezes desvirtuando seu pensamento).

Os partidos políticos também não se assumem. Todos se afirmam de esquerda ou de centro. Bobagem. Vejamos o que Lefebvre disse, :

Uma  oposição de direita e uma  oposição de esquerda se constituem, ou, mais exatamente, se consolidam. Elas se combatem e se confundem. Uma, a oposição de direita, tira o governo do atraso no sentido dos interesses dos que possuem
(burgueses). A outra oposição, a da esquerda – sem  chegar até as reinvidicações socialistas –anacronismo a respeito do qual Soboul se cala –, procura ultrapassar o governo jacobino e o conduzir, politicamente, para além da república igualitária.
Inteligentemente, Bresser Pereira afirma que:
O centro é um lugar virtual, um espaço de acordo , que são necessários mas não constituem uma opção ideológica (Lua Nova Revista de Cultura e Política, n. 39, 1997: 53-7)
E continua, citando Bobbio;
Bobbio diz que é de esquerda quem defende a igualdade,
quem luta por uma distribuição de renda mais igual, por uma maior justiça social. E é de direita quem não tem este objetivo como prioridade, vendo a desigualdade como inevitável e sob muitos aspectos desejável.
Para ele, que nesse artigo procura legitimar o PSDB, Bresser diz que:
de esquerda quem está disposto a arriscar a ordem em nome da
justiça. E de direita quem prioriza a ordem em relação à justiça social.
Nessa última afirmação, sabemos quais são as intenções de Bresser. Lefebvre aponta para uma origem do termo na Revolução Francesa, como todos já sabemos, mas ele coloca, como bom marxista, o acento na questão das classes sociais, ou seja, coloca em perspectiva histórica, realmente, os termos direita e esquerda.
Porém, todas as citações apontam para a validade das idéias de direita e esquerda. E mais do que isso, reforça a idéia que defendemos: a de que os espaços ocupados por direita e esquerda estão cada vez mais claros, mais bem delimitados.
Só não esqueçamos do que isso significa.
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