Para meus amigos

Acabo de assistir o Provocações e reproduzo aqui o poema final.

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

Valeu à meia dúzia… ok, talvez uma dúzia e meia de amigos que tanto gosto.

Pelos momentos felizes.

Estou ficando velho… sei lá.

Anúncios

São Paulo x Once Caldas.

Hoje o time jogou com raça. Só.

Não se iludam com Dagoberto. Aquela ceninha de gritar com os companheiros “Vamos, Vamos” é fake. Aquilo foi pura imagem, sem nenhum conteúdo real. Ou melhor, com um conteúdo diferente da aparência.

Outra ilusão: Fernandinho. Que jogador pouco inteligente. Não, não: burro. O que é aquilo. Habilidoso e veloz, porém, burro.

Com esse time, não dá. Uma ou duas contratações de impacto são necessárias. Um Darío Conca,  por exemplo. Mas o ideal seria o Juninho Pernambucano. Ou um Deco. Um cara que chegaria e vestiria a 10 sem problemas.

Lá na frente, um jogador consagrado, rápido e driblador, mas com cérebro. Não me recordo de muitos nomes disponíveis. Araújo? não sei se é jogador para o São Paulo. Palácio, que era do Boca, mas não está disponível. O Taisson do Internacional seria uma boa pedida.

Enfim, continuaremos sofrendo enquanto o time for esse, comandados por esse treinador.

Ah sim, esse atacante do Once Caldas, Moreno, é muito bom jogador.

A capa da Veja dessa semana.

Como querem dizer que essa revista faz jornalismo?

Por que ainda travestem a imparcialidade?

Todos deveriam se assumir parciais. Todos. A imparcialidade não existe.

Vivemos em um mundo de mitificações. “Num mundo realmente invertido, a verdade é um momento do que é falso” (Guy Debord, a Socieade do Espetáculo).  Como pode essa revista dizer que o Serra colocou a casa em ordem… E isso soar como se fora imparcial? Soar como se fosse verdade? É mais uma frase sem sentido…

Sabe aqueles slogans: Avança Brasil! Vota Brasil! Não fazem o menor sentido. O que é avançar? O que isso significa? Pois é o mesmo agora. “Por a casa em ordem…” Então o PSDB governa SP há 20 anos e a casa só foi colocada em ordem agora? Covas, em sua reeleição, quando ganhou da Marta (…) e do Maluf (Segundo Turno), utilizou como mote de campanha o fato de ter colocado a casa em ordem, com venda do Banespa e tudo o mais. Discursinho de administrador de empresas, de gerente de banco. Precisamos, agora sim, de muito mais que um gerente de banco, do que um fazedor de estradas. Precisamos de um projeto político que transforme a educação e a saúde de verdade. Nesse sentido, Serra não apresenta discurso nenhum. É apenas imagens, estratégias Goebelianas de repetir uma mentira diversas vezes…

Penso nos vagões dos metrôs.. Tudo limpo.. Azul e verde água… Espaçoso (por quê retiraram os assentos). Uma senhora,  na linha verde (aquela da Paulista.. a única que recebera os então novos vagões), dizia, com os olhos arregalados “Como é bonito, como é confortável…” parecia que trabalhava para os caras…\

Inacreditável… ninguém pensara que o número de assentos havia diminuído. Comecei a falar… parecia um pastor de Igreja. A mulher deu de ombros. Aquela turma que acena que sim com a cabeça desde que você se fala confirmou minhas palavras. Bafffff. Vocês merecem esse metrô limpo. Vocês merecem viver nessa realidade paralela midiática. Poderíamos imaginar camadas de alienação… Vocês são como cebolas.

do site de Paulo Henrique Amorim, a verdade sobre a capa da Veja:

a cratera de pinheiros...cadeia pata alguém?

veja mais em: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/04/19/veja-diz-que-serra-deixou-“a-casa-em-ordem”-so-se-for-a-casa-da-mae-joana/

Morumbi: o que será que será?

Sobre a questão Morumbi estádio da Copa, confesso já estar cansado do que ouço, vejo, leio. Estou aguardando logo uma decisão, para saber se deverei pagar uma caixa de cerveja a um amigo ou se receberei essa caixa de cerveja. De qualquer forma, beberei. hehehe.

Acho ainda que o Morumbi será o estádio de São Paulo para a Copa do Mundo. Contudo, não receberá a abertura. Se puderem jogar para São Paulo a sede de seleções ruins, o farão.

O Morumbi só recebeu elogios da FIFA após a consultoria da empresa alemã GMP. Me surpreenderia se apenas se fosse ingênuo, afinal, apenas com a entrada de uma grande empresa de país rico o elogio apareceu. Provavelmente, está ligada à FIFA há muito tempo, já que foi responsavel pelo projeto de três estádios da Copa da Alemanha e mais três da Copa da África do Sul. Com o Morumbi, a empresa será responsável por mais quatro estádios.

Faltam quatro anos para a Copa do Mundo. Não acredito que haverá tempo, entre desapropriações, licenciamento ambiental e construção para se erguer uma nova arena.

Porém, não duvido de nada, em especial quando o capital internacional está envolvido, associado, em especial, à empreiteiras e a um prefeito que “milita” no mercado imobiliário.

O mercado imobiliário avança…Novas “centralidades”

Sem espaço, SP procura novo centro financeiro

Prefeitura quer levar empresas para avenidas Hélio Pellegrino e Roberto Marinho

Estratégia é alternativa às já saturadas Faria Lima e Berrini, onde potencial construtivo para o setor já foi praticamente esgotado

Leo Pinheiro – 11.nov.09/Futura Press

Av.Faria Lima, que não tem mais área para ocupação comercial

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Tudo começou no centro. Depois veio a avenida Paulista, um símbolo da cidade. Mais um pouco e surgiram as avenidas Luiz Carlos Berrini e Brigadeiro Faria Lima. Agora, São Paulo está em busca de um novo centro financeiro, porque esses todos estão saturados.
O último grande empreendimento comercial da Faria Lima está em fase de aprovação. Será um conjunto comercial da Tishman Speyer, a mesma construtora do Rockefeller Center, em Nova York (EUA). Depois dele, mais nada, só alguns prédios residenciais.
Na Berrini já não pode mais nada. A área está “congelada” porque os estudos da prefeitura demonstram que a via não tem capacidade de receber mais nenhum empreendimento.
A Paulista e o centro estão esgotados por falta de novas áreas mesmo e não têm mais espaço físico para crescer.
Nessa busca por novos polos financeiros, a Prefeitura de São Paulo quer incentivar a ocupação das avenidas Hélio Pellegrino e Jornalista Roberto Marinho, antiga Água Espraiada (em direção ao Jabaquara).
Por outro lado, o próprio mercado imobiliário já fez sua opção pela região de Santo Amaro, onde até já foi construído um centro empresarial.
“A zona sul é o caminho natural de crescimento de São Paulo porque todo o resto da cidade está saturado”, diz o arquiteto urbanista Benedito Lima de Toledo.

Estoques
Berrini e Faria Lima ficam em áreas de operações urbanas. Nesses locais, a prefeitura vende títulos imobiliários que são usados pelas empreiteiras para construir acima do limite autorizado pelo zoneamento. Esses títulos -os Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção)- servem para organizar a ocupação das áreas dentro das operações urbanas.
Por exemplo, o setor Faria Lima da Operação Urbana Faria Lima tinha um estoque máximo de 73.715 m2 quando essa operação foi criada. Isso significa que naquela área, que vai da Juscelino Kubitschek à Eusébio Matoso, esse é o máximo que poderia ser construído.
O estoque foi sendo usado, e, agora, a Tishman Speyer apresenta Cepacs para construir mais 31 mil m2 na avenida, em um terreno na esquina com a rua Horácio Lafer. Após a construção, não haverá mais estoque de metros quadrados disponíveis, mesmo que existam terrenos vazios.
“Precisa melhorar essa região. É farol que funciona de forma errada, retorno que não deveria existir, pessoa parando em fila dupla. Não são só os prédios, tem erro de engenharia”, disse o taxista Edson Pedreira de Araújo, que trabalha na Faria Lima a uma quadra do terreno da Tishman Speyer.
Na Berrini, a Cia. Zaffari, dona do shopping Bourbon, na zona oeste, quer construir um empreendimento de 57 mil m2, tem o terreno e os Cepacs, mas não consegue aprovação porque o estoque de metros quadrados acabou.
Esses estoques, teoricamente, correspondem à capacidade da região de receber novos empreendimentos, considerando a infraestrutura do local. Quando a estrutura está esgotada, o melhor a fazer é impedir novas construções e tentar direcionar os empreendimentos para outras regiões, afirma Toledo.
No caso, a av. Hélio Pellegrino é apontada como alternativa à Faria Lima, pois as duas estão na mesma operação urbana e os Cepacs já comprados pelas empreiteiras servem para as duas áreas. O mesmo ocorre com a av. Roberto Marinho, alternativa ao congelamento da Berrini -ambas integram a operação Água Espraiada.

Não foi apagão moral, Gaspari. Essa é a moral das elites desde Maria Antonieta (quiçá antes)

Da coluna de Elio Gaspari, da Folha (folha mente para ajudar zé chirico a ser eleito):

O Rio estava de joelhos (a sede da guilda fica em São Paulo), os mortos já beiravam a centena, os desabrigados eram milhares, e a Febraban emitiu uma nota oficial informando o seguinte:
“Somente em caso de decretação de calamidade pública é que os bancos poderão receber contas atrasadas sem cobrar os juros de mora estabelecidos pelas empresas que emitiram os títulos e boletos de cobrança.” (Havia a calamidade, mas faltava o decreto.)
Nenhuma palavra de pesar, muito menos misericórdia.

Precisa dizer mais alguma coisa?

Por quê a folha não fala a verdade?

A FSP (Força Serra Presidente, a Folha de São Paulo Mente, o jornal mais ordinário do Brasil) mentiu mais uma vez. Colocou em sua capa que o ex-governador  “multiplicou obras, receitas e propaganda”. Contudo, não ressaltou o nome de José Serra, principalmente se levarmos em consideração que ao lado desse texto estava outro referindo-se a Aécio Neves, também ex-governador.
Na matéria, indicou os dados, cujas ordens de grandeza são muito diferentes, como se fossem números iguais. Vejamos:

  1. O valor dos investimentos cresceu cerca de 3 vezes mais no governo Serra do que no governo anterior. A arrecadação, nesse período, cresceu o mesmo nesse período, o que justifica, segundo o texto da matéria da FSP, tal crescimento dos investimentos em infraestrutura.
  2. Contudo, os gastos com publicidade saltaram de 55 bilhões para 350 bilhões no período Serra. ou seja, 6 vezes maior do que seu antecessor. Isso sem contar com os gastos de publicidade das estatais, como o Metrô e a Sabesp. Esta última, falava de seu esgoto até no Acre.
  3. Os gastos com educação e saúde permaneceram congelados nesse período.

Esse é o governo tucano: puro marketing. Quem não se lembra das “verbas de embelezamento” enviadas para as escolas públicas, principalmente nos períodos eleitorais? As escolas não tinham dinheiro para comprar papel, mas recebiam verba para comprar tinta de parede…

A FSP MENTE PRA AJUDAR ZÉ CHIRICO